23.5.06

















Delicious breakfast... on Pluto

18.5.06

Tell me about the forest (you once called home)


For the wind cries of late
In the whispering grass
Our way of life is held
In the spinning wheels of chance

I believe in the ways of an older law
When we used to dance to a different drum
And we are changing our ways
Yes we are taking on different roads
Tell me more about the forest
That you once called home

For the wind cries of late
In the whispering leaves

DCD

15.5.06

A different sunday


É uma daquelas pessoas sem idade, chama-se Siri Datta e quando se olha para ela há algo sem dúvida especial. Depois passámos o dia a pôr frente a frente a nossa força física com a força mental, num limbo quase até às lágrimas e é incrível como nos surpreendemos, como as duas estão ligadas, como há recantos de nós que não fazíamos ideia que existem.
À noite vi o "Primavera,Verão, Outono, Inverno... e Primavera" e a viagem continou, não tanto pela história mas pela beleza; o desfecho deste dia tinha de ser assim... só comigo, a pensar nos outros... lá fora.

2.5.06


Fugi para Beja sem me lembrar que mais dia menos dia ía ter que regressar...

13.4.06

It's Songkran!



Happy new year Thailand!...

10.4.06

Ciência à espreita


A exposição perdeu qualidade pelo "formato", mas a força das fotos continua a mesma!!
A pasta de dentes artesanal levou anis a mais!!
Quanto aos filmes 3D nunca pensei que uma mitose podesse ser tão fascinante!!
Uma tarde muito bem passada...

24.3.06

Aqui fica uma crónica cultural, pouco usual no meio dos meus escritos, mas hoje apeteceu-me:
Foi mesmo lindo, arrepiante quase desesperante ouvir a voz de Maria Antónia Mendes (Naifa) gritar-nos bem lá do fundo do estômago, quase de uma maneira fatídica, que todo o amor do mundo não foi suficiente... comoveu às lágrimas.

O poema original completo é assim:

"Todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada. ficaram só
os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.
Os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram
demasiados porque hoje são como o sangue no teu rosto, são como lágrimas.
Sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora, não irei negar isso. Não irei negar nunca que te amei, nem mesmo quando estiver deitado,
nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder."
José Luís Peixoto

22.3.06

Spring, dancing and bird watching...

Só para dizer que esta última semana concentrou três acontecimentos muito very importants na vida de moi même, sendo elas nomeadamente:


The spring: o sol já não se põe atrás do prédio da frente, em vez disso entra-me pela janela, invade-me a sala e projecta o gato na parede mesmo ao meu lado!!! Olá Miau!


Dancing: daqui a pouco e infelizmente temo que sair para dançar comece a ser um evento que acontece com a mesma regularidade da primavera (!). Soube a pouco e ainda
atiçou mais a vontade...


Bird-watching: para quem foi um dia sensibilizado por um qualquer curso de identificação de aves para as cores das asas, subtis formas de bicos, perfis de voo, cantos ou pormenores puculiares afins há-de ter sempre um prazer dificilmente compreendido pelos outros de sair para o campo com uns
binóculos e um guia nas mãos.... mesmo em dias de chuva! Foi bom e as garças vermelhas já chegaram!

20.3.06

Descobri estas fotos... desfocadas, da inauguração da maison de moi même:




Susana e Filipa








Abel








Raquel e Phill








Pedro e Paulo

1.2.06

Inhibition of cholinesterase has been widely used as a biomarker for OP and carbamate pesticides both in field and in laboratory conditions.Inhibition of Há frases das quais eu já estou farta!!!! cholinesterase has been widely used as a biomarker for OP and carbamate pesticides both in field and in laboratory conditions.Inhibition of cholinesterase has been widely used as a biomarker for OP and carbamate pesticides both in field and in laboratory conditions.

31.1.06

Pequenos atalhos para o outro lado

"Ser-se um esquecimento e não te olharia mais Um respirar suspenso
Um sono de anestesia para que não sinta, não acordaria para sempre...
O fundamental escapou-se ou nunca lá esteve,
Acho que nunca te ensinaram a olhar para o céu
Ou é possível recitar sem saber o que são estrelas?
Ou ...

À navalhada escrevi raiva no teu peito vezes sem conta
E de todas fico salpicada de sangue na cara e nos braços... até já lhe sei o sabor.
E tu não morres...
...
Se me encontrares na ponte, as palavras que sejam os capítulos do meio,
(atalhos para o fim que o enredo vai longo demais)
Que os nossos olhos nos olhos sejam a última cena... mesmo que um passe para o outro lado ...
e o outro volte para trás. "

30.1.06

A vizinha

"Ela bateu à porta e eu abri e disse-lhe, “desculpa, deixa-me só baixar a música”. Ela com uma cara irada diz “pois, era isso, a música está altíssima”. Depois as feições mudam, desenha contornos de choro, ... começa a chorar e eu faço-a entrar, digo “vai para o meu quarto, é do lado direito”."

28.1.06


Não consigo ser metade de mim
e tu sabes, a pena do nosso olhar
preso nesta corda cheia de nós cai no espaço vazio entre o tudo e o nada. Lembra-me o calor do teu corpo
medido com o meu,
sítios do meu amor que já não existem;
sobrou-nos um caleidoscópio de vidros partidos que rangem com os meus passos.

27.1.06

18.1.06

You are the fountain



You are the fountain of the sun's light.

I am a willow shadow on the ground.

You make my raggedness silky.

- Rumi

11.1.06

24.12.05

Playing Chrystmas?


Don't like red...

Or green.

Shopping and neon lights.

Or fake hapiness.

But I believe in peace
and love...

So...MERRY CHRYSTMAS!!!!!!

30.11.05

Ensaio sobre a pessoa ideal

Les Poupées Russes


A boneca última pequenina e preciosa escondida no interior das outras, pela qual se espera e anseia, pela qual se corre o mundo e se delira ... mesmo essa...
Mesmo essa tão importante ...
Pode ser aberta ao meio...
A boneca última pequenina e preciosa escondida no interior das outras pode ser aberta ao meio ...
Il n’y a pas une derniére poupée, c’est ta decision : vas tu la ouvrir autre fois?
Porque se se abrir e abrir, demais e demais e se se abrir uma a pensar como será a próxima, porque se for a última depois de inúmeros “pourqoi non”? depois de uma euforia de desencaixam-se e fodem-se e experimentam-se... sem encontrar o sinal.... c’est ça mon prince?... não há um sinal nesta princesa!.... je le cherche et je ne le trouve pas!!!!! c’est toi ma princesse? como é que eu sei? ... et voilá: a pessoa última, a perfeita, a eleita não será ditada pela perfeição mas sim pelo cansaço e vazio de alma.
Je le cherche et je ne le trouve pas! Não são sinais, pormenores que que me fazem saber, C’est toi mon prince? mas sim as coisas grandes, as da alma, não a dele do príncipe, mas da minha, o sinal está em mim.
Mon prince enchanté c’est ma decision.
O meu príncipe encantado é uma decisão minha.


22.11.05

21.11.05

8.11.05

Um gato

Nos dias em que estava tanto frio lá fora, em que o único sítio
quente eram as nossas peles encostadas
nós encaixados tanto
que pareciamos molde um do outro
Os dias em que o Tobias atacava ferozmente os nossos pés sempre que nos mexíamos debaixo dos cobertores!
Sem sabermos eram
os dias possíveis.

Nota: gato da autoria da Fia, recortado em cartolina preta.

18.10.05

Há muito tempo!













Revolveram-se os fundos dos armários, encontraram-se slides bolorentos e depois apareceu isto!!

12.10.05

I had a glimpse of him tonight
Dreaming

Saw him dying on my arms

He told me life was good, he'd never forget my pink pyjamas even in the place where he was just to go.

He'd never forget.
...
Wind is a wave...

He's old and is dying on my arms

Huge waves with the strength you stole me

It's the only pain in the world


He's dying on my arms

He's swiming there,
But isn't able to see
Me

The only pain, The only tears


Wind blows in your curls...

Windy days and open windows
Birds come in and smash against the walls
Red paint, red blood drops in the floor
Red blood drops from my veins.

Blood.
...

And it's raining but feels good


Um copo do chá branco castanho de ontem e uma aspirina, 2 horas a instalar programas e a descobrir as versões mais recentes das cópias, ficheiros, dados, tralhas...
Voilá!
Está iniciada oficialmente o período de escrita de coisas ciêntíficas de importância enorme!

8.10.05

"Your lips speak a joy

But your eyes tell a sorrow"


Everything's pretty stupid!!!
I like non sense... but not this much!!
I'm able to cry and laugh, to feel happy and miserable...
at the same tiny minute!
What a richness of emotions this is...

(Being ironic it's a wonderful thing in these moments. I wasn't able to laugh at me and I would be deadly sad by this time. I like to be friend of myself, todos os dias quando acordo sorrio para o espelho, mas nos últimos tempos a imagem devolvida não me convence...)

I've been flying around the city carrying myself through peaceful places... sunsets... salt mountains... foamy waves in the beach... far street lights in the dusk.

It's like I'm 2 people now, and I have to take care of this fragile part of me. If she cries I've to sing, If she's angry we go for a jogging, if she's extremely sad we just lay down on the sofa with the most beatiful music... she's so weak and I've to be the strong one. She falls in love with boys that look like girls, I've to tell her they are gay, she follows strangers in the streets... She wants to run away, go for the mountains, for horse riding in the forest, go in a train till Paris, I've to remenber her the T word, thesis to write ;)

Today we pass through an art exhibition where colored stones were shown in a row in the wall. Public is suposed to write around the stones feelings that come out with it. She wrote next to a electric blue stone-piece of art:
"se não me tivesses magoado TANTO serias assim: um pedaço de AZUL BRILHANTE na minha vida".
I stared at her/me, myself/whatever without understanding what a hell I/she real feel(s).
...
Haven't I concluded yet that everything happens for a reason and being dumped was, for a thousand of reasons I can´t remember now, the best thing it could have happened?
Hum.

It annoys me be writing in english but it seems that otherwise I wouldn't be able to write so much... it's like I can pretend this is just a literary exercise...
What in fact is a fantastic idea... let dreams be my reality now!!

5.10.05

Aqui vai a imagem do eclipse fotografada no armário da minha cozinha e feita através dum furinho num papel!!

É pró João, que está longe e que perdeu o fenómeno...

16.9.05

Trips to my dark side revisited


I'm going down and I don't care
There, at the bottom is silent and nicely smooth
Dreams colour darkness
And will tickle me out of there
There's just one way...
Up.

23.8.05

Quero mais férias!

De Candanchú a Isaba, Pirinéus

Fica aqui a foto das montanhas que eu trepei, em 5 dias longe da civilização!!

21.7.05

UmGranAniversário



Gran Parabéns para
o Gran Pestana!!

18.7.05

When I didn't have to talk

Tudo era mais transparente. Sabíamos ler muito melhor
os olhos
Um dia desci à rua e liguei-te da cabine sem nada para te dizer. Mas tu sabias. Os silêncios ao telefone

...
eram só aquelas lágrimas todas à espera de qq mote para sairem, apenas aquela tristeza infinita e inexplicável

...
apenas eu.
Não podes vir ter comigo?
Vieste. Não dizias nada, nem eu. Deixavas-me estar assim, apenas triste

... à espera que a tristeza desse lugar à serenidade do contacto com os teus braços.

E se de vez em quando eu ainda estiver assim um bocadinho triste?
Quem?

11.7.05

Sun






Este post é dedicado a todos os gatinhos e gatinhas que estão cheios de calor e que deviam passar as tardes quentes à sombra de alguma árvore em vez de terem de TRABALHAR!

6.7.05

70 anos do Dalai Lama

"Toda a acção consequente e deliberada procede de uma motivação. No que me diz respeito, a minha fé é simples; a minha motivação-mor é o amor. A minha filosofia é a bondade." - Dalai Lama

30.6.05

Noutros lugares

Deram-me este poema no meu dia de anos...

"Não é que ser possível ser feliz acabe,
quando se aprende a sê-lo com bem pouco.
Ou que não mais saibamos repetir o gesto
que mais prazer nos dá, ou que daria
a outrem um prazer irresistível. Não:
o tempo nos afina e nos apura:
faríamos o gesto com infinda ciência.
Não é que passem as pessoas, quando
o nosso pouco é feito da passagem delas.
Não.
É que os lugares acabam. Ou ainda antes
de serem destruídos, as pessoas somem,
e não mais voltam onde parecia
que elas ou outras voltariam sempre
por toda a eternidade. Mas não voltam,
desviadas por razões ou por razão nenhuma.
É que as maneiras, modos, circunstâncias
mudam.
O modo como tínhamos ou víamos,
em que com tempo o gesto sempre o mesmo
faríamos com ciência refinada e sábia
(o mesmo gesto que seria útil,
se o modo e a circunstância persistissem),
tornou-se sem sentido e sem lugar.
Os outros passam, tocam-se, separam-se,
exactamente como dantes. Mas,
aonde e como? Aonde e como? Quando?
Em que praias, que ruas, casas, e quais leitos,
a que horas do dia ou da noite, não sei.
Apenas sei que as circunstâncias mudam
e que os lugares acabam. E que a gente
não volta ou não repete, e sem razão, o que
só por acaso era a razão dos outros.
Se do que vi ou tive uma saudade sinto,
feita de raiva e do vazio gélido,
não é saudade, não. Mas muito apenas
o horror de não saber como se sabe agora
o mesmo que aprendi. E a solidão
de tudo ser igual doutra maneira.
E o medo de que a vida seja isto:
um hábito quebrado que se não reata,
senão noutros lugares que não conheço."

JS

21.6.05

Is it me getting lost?

I run I run... I run I run...

I run

I run I run I run I run... I run...........

I run I run I run

I run

I run I run..........
.......... I run I run I run I run

I run

I run.....

........... I run I run I run I I I I I I I run...

I run............ I run I run

I run I run I run
I run I run I run

I run.

22.5.05

New chapter!




To my "family" from Thailand: what a nice surprise to read Tangui's texts... Can't figure it out what exactly happened to me in the story... hours in lethargy, static, listening to the waves? Did I go crazy? Are you gonna kill me next chapter, Tangui-Bob? Well, it's nice to think that altough spread all over the world, there's something left from us... goog feelings, a crazy story, the hope to meet again!
Miss you all!
Bunny


18.5.05

25 years ago Joy Division ended...



"Instincts that can still betray us,
A journey that leads to the sun,
Soulless and bent on destruction,
A struggle between right and wrong.
You take my place in the showdown,
I'll observe with a pitiful eye,
I'd humbly ask for forgiveness,
A request well beyond you and I.



Heart and soul, one will burn.
Heart and soul, one will burn.

An abyss that laughs at creation,
A circus complete with all fools,
Foundations that lasted the ages,
Then ripped apart at their roots.
Beyond all this good is the terror,
The grip of a mercenary hand,
When savagery turns all good reason,
There's no turning back, no last stand.

Heart and soul, one will burn.
Heart and soul, one will burn.

Existence well what does it matter?
I exist on the best terms I can.
The past is now part of my future,
The present is well out of hand.
The present is well out of hand.

Heart and soul, one will burn.
Heart and soul, one will burn.
One will burn, one will burn.
Heart and soul, one will burn"

10.5.05

Home is a state of mind



7 pm, I wrote my name and gave them a check.
The women told me that was supposed to be an important moment for me... Was it? I'm too numb.
I'd love to have a tent and live everywhere, but I believe that would be too tiring ;) So I bought a house! ... Would love to buy a huge one in which all my friends could fit, but that would be too expensive!
So it's a small one, there's a fire place and plenty of room to dance and roll in the floor. Gunda can finally come and paint the walls, maybe not the giant Buddha from the story but perhaps giant words whispered by a poet friend of mine ;)
Lemme think about a girl and a boy happily going, laying down naked on the floor, laughing and splitting red wine in the new carpet; talking about new jobs and dogs; late chats and cats; kids and fried ribs; bubbling baths on candle light; tight hugs; pillow fights; electricity bills...
Why am I so sad?
Wondering what tomorrow brings, the two still laying down, this time in the sofa, staring at ach other. I can't see.
Do you really care?
How much?
Do you really like me?
How?

We don't have a balcony. But we have windows opening to let us fly.


3.5.05

Silent walk



Tira os sapatos se quiseres
...
Caminha calado, sozinho, contigo
...
Quando regressares verás que respiraste o mar
...

(fim de semana na Murtinheira)

Sugar and spice



To Wei:

"Little girls are sometimes sugar,
sometimes spice,
but always nice."

Miss you!

21.4.05

Desfecho

"Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte.)

Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...

E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.

Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia."
M.T.
“You are not a human being having a spiritual experience
but a spiritual being having a human experience.”

7.4.05

Trips to my dark side



Tens de ter paciência comigo...
Às vezes a minha alma é sugada para dentro de um buraco negro e o corpo fica inerte por aí
É nessa altura que os olhos fixam o vazio e que tu queres saber o que penso
Olhas-me com olhos preocupados e eu respondo
...nada
E é... Um nada pesado, uma pedra atirada ao mar e a viagem até aos fundos.
Depois volto rápido como o instante duma gargalhada...
Passo a mão na tua pele, estás tão quente...

5.4.05

Where's my place on you?


Não te encontro! Onde estás?

Porque é que te desvias de mim ao mesmo tempo que ocupas o meu espaço e exiges o meu corpo mesmo quando estás ausente?


29.3.05

Hearth is spinning faster!




A dada altura as coisas acontecem mais depressa ou sou eu a dar passadas mais largas e distraídas?
Reparo que não escrevo as coisas que passam e fico com aquela estranha sensação de que foram levadas numa corrente sem que as tivesse ancorado à minha memória... Perdidas? Será que preciso de um registo da minha vida para me lembrar dela? Ou é só o medo de esquecer?
Regressei há 3 meses, pouco antes do terramoto, hoje houve outro e tornei a arrepiar-me... Ao mesmo tempo acabei o meu álbum de fotografias do ano 2004, passado quase todo na Tailândia. É tão diferente do de 2003... Este não tem paisagens... tem pessoas, caras, sorrisos, gargalhadas, rostos e abraços, olhares, tem lapsos de tempo demasiado emocionais para que um dia não venham a doer, tem uma operação cirúrgica ao interior de mim, executada em câmara lenta de Fevereiro a Dezembro. Pareço uma sobrevivente ao desfolhá-lo, porque não há quem tivesse estado lá e que o consiga ver para além da imagem... Tenho saudades.
(estamos aninhados no sofá
e penso que gostava que tivesses vivido tudo isto comigo... porque isto sou eu e a minha vontade é que conheças cada milímetro daquilo que sou).
Há também uma folha imaginária neste álbum... na curta vinda a Portugal, entre Agosto e Outubro. Uma fotografia imaginária de gente na praia, sarons de cores amenas misturadas com o azul do mar... Uma fotografia de palavras, conversas sobre viagens, frases distantes e cheiro a café... Está lá no meio do álbum, invisível e tão intensamente presente!
(e depois ficaste lá sem que eu me desse conta, como uma semente para germinar...)




Depois aprendi que é bom viver contos de fadas e histórias de encantar... mas que é infinitamente melhor quando elas viram realidade (tão bom como receber um vestido de noite vermelho e passar uma noite num hotel de luxo é receber um pijama de flanela e fazer um serão de chá e TV). Que a vida não precisa de ser mais complicada do que aquilo que é!
Há alturas em que nada muda, tudo permanece, dia após dia, incluindo nós próprios... incluindo o que nos entedia em nós... que também permanece, incluindo o que mais do que tudo na vida queremos que seja diferente...que também permanece... cada vez com mais insistência... e cada vez mais permanente... e impertinente... e permanente... e impertinente... e permanente... e impertinentemente permanente.
E de repente já não é.
E de repente tudo acontece... sem que nos tenhamos apercebido onde, no caminho é que mudámos de sentido!!
... e se calhar nem mudámos de sentido, olhámos apenas numa direcção diferente.
(... acho que foi de olhos vendados que olhámos... tirámos as vendas abrimos os olhos e sentimos.... olho sem poder acreditar. Sento-me no tapete vermelho, o fumo solta-se dos meus dedos e sobe não sei onde vai. Quero que isto nunca acabe!)

8.3.05

Encontros do umbigo ou os abraços em raíz


As pessoas procuram-se porque normalmente não se têm
As pessoas extasiam-se com a dança porque normalmente não dançam
Não dizem amo-te! ou odeio-te!... vivem as emoções pela metade
Evitam chorar ou rir descabidamente para não dar muito nas vistas?
Não insistem nos sins ou nos nãos porque desistem dos pontos de vista...
Não dão abraços de-mo-ra-dos com medo de se tocarem!!

Fizemos tudo isso demorada e exageradamente, dançamos até à exaustão e nunca mais fomos os mesmos!
Obrigada Biguitos!
Encontrei-vos!
Encontrei-te!

23.2.05

I can't touch everything



Tenho pensado em quão belo é o mundo
e não consigo deixar de ficar triste...

22.2.05

A big walk




Tenho saudades do tempo em que éramos possíveis

Em que o mundo estava mesmo a começar

18.2.05

Meditation



I just loved this photo from Zen Buddhist teacher Thây Thich Nhat Hanh's trip to his native Vietnam. So I posted it.

16.2.05

Protect me



Se vir tudo de longe...
Se me chegarem apenas as imagens distorcidas pelo vidro tosco...
Estarei protegida?

15.2.05

Lembras-me



Os olhos que me viram, onde estão?
Às vezes passa por mim um vento quente,
olho para trás e leva a minha alma com ele.
...

Demora dias a regressar...

27.1.05

You are so special

Now I become myself. Now Yourself ... returning to you, returning to my no-ending trip through craziness. Returning to you I saw flowers...eram flores brancas em ti e fora de ti.
Returning to you I saw...
Um vento enorme e gelado a levar o riso pelo mar fora. Um vento a transportar-nos para lá!
I have been dissolved and shaken... agora perdi a memória e a cronologia das coisas!
Dissolved... shaken... Foi quando aquele barco nas ondas quentes, cheio de meninas a rir?
Foi quando... jogos de fogo, os olhares tropeçaram?
O barco partiu.
Runnig madly... as if Time were there...
Time was there...
Time was there for moments...
Ruas de Bangkok que nos perseguiram: eramos nós imóveis e tudo a girar mais além ou nós imóveis cheios de frio e calor ou nós imóveis a tentar imaginar como acontece um lugar e um segundo assim?
What? Before you reach the morning? (Or the end of the poem is clear? Or love safe in the walled city?)
(Morning was smooth, My body floats in the swiming pool, I turn down, open my eyes under water and see
in the bottom dancing shadows of dead leaves, shadows of my arms and legs, shadows of a dancing me)
All of myself and do not move.
I, the pursued, who madly ran,
Stand still, stand still, and stop the sun!
Regresso do mundo, durmo um sono pesado, tento encontrar de novo aqueles caminhos, mas está tudo diferente!! Ainda tenho o ramo das tulipas brancas. Anda sempre comigo.
Regresso do mundo, há coisas transparentes que atravesso com o olhar, há coisas que não saem em palavras (as pessoas queixam-se que não escrevo), perco-me na minha casa. Ainda tenho o ramo comigo.
Não interessa onde vou.
Durmo um sono pesado sem saber o que se passa nos meus sonhos e choro para mim...
Hoje acordo, não quero abrir os olhos, acordo sem querer acordar. Sento-me na cama e espreguiço-me e vejo sem preceber... o ramo desfez-se... a minha colcha vermelha está cheia de pétalas brancas.
(...)
Levanto-me e abro as janelas, o céu está obscenamente azul.
Nada está diferente...

(Sorry Mark, for messing up your poem...)

26.1.05

Now I Become Myself

Now I become myself. It's taken
Time, many years and places,
I have been dissolved and shaken,
Worn other people's faces,
Run madly, as if Time were there,
Terribly old, crying a warning,
"Hurry, you will be dead before--"
(What? Before you reach the morning?
Or the end of the poem is clear?
Or love safe in the walled city?)
Now to stand still, to be here,
Feel my own weight and density!
Now there is time and Time is young.
O, in this single hour I live
All of myself and do not move.
I, the pursued, who madly ran,
Stand still, stand still, and stop the sun!

- May Sarton, from "Now I Become Myself"

17.1.05

After heavy rain. . .

For the raindrop, joy is in entering the river. . .
Travel far enough into sorrow, tears turn into sighing;
When after heavy rain, the storm clouds disperse,
Is it not that they've wept themselves clear to the end?
- Ghalib

15.1.05

You are so...

Não me lembro de ti
Não me lembro da tua cara ou da tua voz...
Mas lembro-me da viagem que fiz dentro dos teus olhos

I feel like staying there...
Diving on you
I feel like staying ...
no time, no space, no cold... no noise...

Why do I feel so... well?...

...Quando me vires não me perguntes nada, olha-me só.

11.1.05

You are.


... in between my dreams
I found out you're real...


27.12.04

10 last days

Chegamos a Trat mais cedo que o previsto, são cerca de 4:30 da manhã e o barco que faz a travessia para Koh Chang parte às 6. Esperamos sonolentos primeiro no café, depois no cais. O barco chega, o barco parte... As pessoas estão caladas e embalam-se nos movimentos do barco e nas cores do nascer do dia. A Wei está embrulhada numa manta vermelha às riscas... está frio.
Os bangalows feitos de folha de bananeira ou bamboo... não há lugar, percorremos a praia uma e outra vez até finalmente arranjarmos sítio para ficar.
O mar espera-nos, o azul, batidos de fruta com vodka, os nossos olhos a rirem tanto... O sol, os banhos, massagem na praia... nós a despedirmo-nos... sim é também uma despedida...
De novo um barco, a Wei fica em terra porque tem medo de tubarões... Acho que não há tubarões. O barco leva-me... O Paul diz que a Twinkle é linda, que lhe lembra a sua primeira mulher, também indiana, que morreu... Morreu e deixou-lhe um desgosto para sempre. Um desgosto para sempre. Depois foi a Tailandesa, conta ele, a que lhe levou tudo o que ele tinha, dinheiro e carros, só lhe deixou a roupa do corpo. Agora vive com a empregada que era a deles. Descobriu que a beleza pode ser fatal e encontrou a pureza na simplicidade... conta ele.
O tempo parou.
Não tenho a certeza em que dimensão estou. Os peixes passam a 2 cm da minha cara como se eu pertencesse àquele meio, só quando lhes tento tocar fogem, as barracudas olham desconfiadas e os jardins de corais fazem-me ter vontade de rezar... A mim a criatura mais desprovida de fé... Fazem-me implorar, por favor faz com que eu não me esqueça deste momento em toda a minha vida. Faz com que este momento se mantenha na minha memória e me alimente nas alturas em que acho que a vida é cinzenta...
Às vezes sorrio... sorrio de muito longe, para mim prória... sorrio porque me lembro de mim a sorrir... Sorrio porque me lembro de muitos momentos como estes... em que quero agarrá-los e levá-los comigo para onde eu for, na minha memória, para o resto da minha vida. Ao mesmo tempo fico assustado porque tenho medo de não conseguir... de os esquecer... mas uma coisa é certa, vou-me sempre lembrar que houve muitos momentos na minha vida que eu quis agarrar com muita força... se calhar isso é suficiente!
O sol morre tão laranja e faz a nossa mente viajar para os outros lados do mundo juntamente com ele... a mim leva-me para Portugal, à Twinkle para a Índia, à Wei para a Austrália, à Gunda para a Alemanha. Porque é que o mundo tão depressa parece minúsculo como tão grande?
A Twinkle e a Gunda vão dormir. Eu e a Wei procuramos a festa que estava anunciada pela praia. Conhecemos o Ciaran. Regressamos à areia e falamos de como é bom voltar a ver estrelas no céu (em Bangkok não há estrelas...), ele fala do retiro de yoga que fez no Nepal, voltamos a olhar para as estrelas...
Há algo que não consigo explicar.
Estamos no barco para regressar a Trat. A Wei tira fotos aos nossos pés. Agora dorme em cima das malas, tiro-lhe uma foto. O Ciaran tira-me fotos. A Twinkle está vestida de vermelho com um pacote vermelho de pringles na mão, outra foto. E a Gunda sorri! É tão bom ver a Gunda sorrir. Não queremos deixarmo-nos ir. Tiramos fotos como se nos roubássemos uns aos outros, para dizer, quero-te comigo...
Voltamos a Bangkok.
...
Lothar volta de Israel e traz algumas iguarias, jantamos em casa dele. Há uma sombra... É de novo uma despedida. Dentro de uma semana ninguém estará naquele sítio, quem sabe se nos voltamos a ver? Termo-nos encontramos desta maneira tão intensa e efémera foi uma brincadeira do destino. Mas agora olhamos nos olhos uns dos outros e não sabemos o que pensar...
...
Recebemos um mail da Twinkle... resolveu fazer uma pesquisa no Google com o nome do Paul, o nosso instructor de mergulho, só para verificar se os dois records Guiness de que ele se dizia portador eram mesmo verdade... A descoberta é digna de um triller: Mr Paul Cryne é acusado de homicídio de um inglês em Pataya, uma estância turística nos arredores de Bangkok particularmente direccionada para turismo sexual!! Fotografia do senhor a depôr na esquadra incluida!!!!!
Pensar que estive a 20m de profundidade com este personagem faz-me cócegas.
...
O Ciaran regressou do Cambodja mais cedo que o previsto. É o último dia dele na Tailândia.
É um dia que passa muito devagar, muito devagar. Talvez seja até um dia sem tempo.
Há algo que não consigo explicar.
Levo-o ao aeroporto e dizemos "até logo". O até logo que é tudo e de regresso dançam imagens de um sorriso que me faz sorrir...
...
Estou na varanda da Wei, um pássaro amarelo saltita na árvore em frente. Bebemos demais, é tudo tão emocional que parece que choro para dentro, apesar de sorrir para eles, a Wei e o Tangui. O dia morre e morre com ele o meu tempo neste sítio e eu desespero... desespero porque quero levar tudo comigo, mais uma vez... não me quero esquecer dos sons, dos cheiros, não me quero esquecer! Quero-te levar comigo, Wei!
Não sei o que fiz para merecer isto, mas agora o avião descolou de Don Muang e uma lua amarela e grande não descola da janela do avião... sinto-me subir, perseguida pela lua e fico aterrorizada, assustada, porque ela me diz............... "não vás".
...
Estão 7 C e tenho frio. Continuo a não gostar do Natal.
Não me consigo lembrar se sonhei ou se foi verdade.

Hoje um sismo desvastou tudo, não sei se o Lothar não estará no meio de escombros no SriLanka ou a Twinkle levada pelas ondas em KohPangam. Choro porque a vida é um jogo e ás vezes é demais para mim.



25.12.04

"I like nonsense.
It wakes up the braincells .
Fantasy is a necessary ingredient in living, it's a way of looking at life through the wrong end of a telescope. Which is what I do, and that enables you to laugh at life's realities."

Dr. Seuss

11.12.04

All of spiritual practice is a matter of relationship: to ourselves, to others, to life's situations. - Jack Kornfield

7.12.04

"You are never alone or helpless, the force that guides the stars guides you too..."

Shrii Shrii Anandamurti

28.11.04

Tudo tem uma explicacao...

Nao ha maneira de me esquecer que estou na Tailandia:
As refeicoes sao feitas com garfo e colher,
Os sapatos dos miudos tem rodinhas, chiam ou dao luz,
Quando se compra uma garrafa de agua dao um saco plastico e uma palhinha,
Noodle soup come-se com pauzinhos,
Ha versoes whitening de cremes hidratantes, locoes e ate desodorizantes para tornar a pele mais clara!!
Nos locais publicos as 6 da tarde toda a gente se imobiliza para ouvir uma especie de hino e prestar homenagem a sua magestade o Rei.
E finalmente... as pessoas acham que os europeus sao bonitos so porque tem olhos redondos e o nariz nao e' achatado!!
Por essa razao no concurso Miss Nopamas em que fui gentilmente convidada a participar, as 10 candidatas asiaticas estavam provavelmente condenadas a partida, sendo a competicao entre mim e a Miss Switzerland... as unicas de olhos redondos!!! Foi uma experiencia inesquecivel, mas sem duvida unica ;)

Madness and Mayhem

2nd chapter
One warm summer evening, as we finished a delicious meal cooked by Twinkle (yes, she managed to make a damn good malai kofta) something occured to all of us simultaneously. Like a bolt of lightning struck us all at once... who's the father of Ines' baby? Surely after another bottle of wine we could get the answer out of her. Was it someone from the 'family' or was it an outsider?

Mai Pen Rai... we'll get it out of her by the end of the next few chapters... meanwhile, Twinkle was on the mission to get the house into shape. It was Tanguy and Lothar's job to look after everything to do with the mushrooms, but my goodness they were hopeless at their job!!! Instead harvesting the mushrooms (which had grown wild and lethal) Lothar was taking nude shots, and Tanguy was having more nightmares about naked fat women and cows because his psychologist had left him for another woman... poor Tanguy. Luckily Claudia was coming back, and what a welcome arrival she was! Chris also decided to come back from overseeing the dildo production in China to get the house back to order. Claudia's skills as a psychotherapist were great for Tanguy's well being, and she also started an exercise regime with Gunda to get us all back into shape to be better nude models for Lothar.

How will the house ever get back into order?

Tanguy decides to take action... finally! After a few hypnosis sessions with Claudia he discovers his long lost calling as 'Bob' the alter ego of his former self. Scary thought... yes... At this point, we are all grateful for a visit from Elsa... she will set him straight. This needed to be rectified quickly as we all now have names beginning with 'B' that resemble porn names - Bussy, Bunny, Baby, Billy, Bambi...

24.11.04

Once upon a time... in Portugal!

1st chapter
It's a sunny, blue sky day and little Wei lays down in the garden smoking grass with Jason. While a smoke rings competition is going on, they talk about how wonderful is grass in Portugal!!! She says she's gonna keep smoking for the next 6 months and then stop, be healthy and have a baby!!!!!

We live in a wondefull 3 floors house somewhere in North Portugal. The place is amazing, beautiful with all those mountains around us... The house is a old one so it needs some work on it. Right now Gunda is painting the front wall in the living room... I mean not painting with one only boring color. She has been painting in the last 10 days a huge buddha that will "smile on us" each time we enter the room (like the one in Simone's album, remember?). She really likes to paint (or to be stoned with the smell of the paintings?...) which means that she spends 24 hours a day on that wall... which means that Geonta, her horse, is right now starving!!!!

Besides Geonta, we have a rabbit pet and a cat. Tangui chose their names, the rabbit is Bunny and the cat Baby... Don't know why but I think there's something of a sexual frustration on these names... Tangui is schizophrenic, but he's much better now: he doesn't run naked anymore in the house in the middle of the night, and he stopped having these strange nightmares where he is attacked by big, fat naked women... He fell in love with his psychologist and things went so well that she might move here very soon. You know... charming portuguese girls.

Lothar arrives from London tomorrow, and it's so exciting because... you remember the pictures he took of Wei, Twinkle and me? "Nudes in yoga Asanas, different perspectives"? Se, well... after the success in Bangkok, he managed to make expositions in Porto, Venice and London!!! Everybody loved so much! And the best thing is: he's a f... rich guy now!!!! (Hey Wei, our sugar daddy was right in front of us!!!!!). He's thinking for the next work just skip the yoga think, just "Nudes, different perspectives".

I quit my PhD when I was 5 months pregnant of Kirill. Now he's 18 months and is a lovely child. Everybody wants to teach him his own language but, french, indian, german and english it's too much for him, so he just stares at me like he wants to ask "Mum, what's wrong with your friends?". I'm a yoga teacher, the rest of my time I'm a farmer and I run after Kirill that discovered few weeks ago the duck pond and decided he wants to take a bath in there... We are doing this biological agriculture thing and besides that we tried the mushroom cultivation, but Graeme was right: it stinks. Anyway that "special production" is going on!

When we arrived all these guys loved so much portuguese food that they put a lot of weight on them... To be honest it wasn't nice to see Twinkle with 65 Kg, so we decided that Wei would cook again her wonderful healthy salads... But Wei got just fed up with cooking and Twinkle had her trial,... thats why it's smelling like burned in the house today... Each time she cooks something not eatable she locks herself in her room, watches 3 hours of "Sex in the city" and everything is ok again!!!

Twinkle, together with Jason and Wei are working in the sex industry, they already started in Bangkok where their worries about lonely thai women led them to stablish a distribution company of dildos imported from China. The business advisor was Graeme Tayler and Chris is still there keeping things running! In Portugal things are not going so well as there was already a good bunch of fellows in the business...
Oh my godness! I've to go! KIRILL IS IN THE DUCK POND!

By the way
here it is our family album!

(Any similarity with reality is (more or less) coincidence.)

22.11.04

Dragao gigante dorme

Ta tudo bem
O dragao gigante dorme
Guarda com ele uma caixa vermelha que tem tudo o que de mais importante me aconteceu na vida...
Dorme quase sem respirar, profundamente, como um imenso mar sem uma unica onda

Movo-me no seu sono
Alimento-me da serenidade
Nao ocupo espaco.
Passo muito tempo imovel... em viagens pelos seus sonhos, por historias trazidas de longe onde procuro significados para as minhas proprias historias
Passo muito tempo a pensar... devagar... a sorrir as minhas memorias
Passo muito tempo a dancar... a forma das nuvens... a forma dos sonhos dele... que dorme

(Mas nao posso fazer barulho

So tenho que falar baixinho...
Porque sei que se ele nao acordar
Tudo permanecera la... na caixa vermelha...
Intacto
Intacto...
Maravilhosamente lindo
Tao lindo
...)

16.11.04

Today I'm home sick...

Tenho saudades tuas . Tenho saudades de pular na cama do Alex qd ele nao se quer levantar para o almoco ao fim de semana. Tenho saudades da carne estufada com cogumelos da Gracita, de conversas languidas e vinho quente no Clandestino ao Domingo a noite, da Costa Nova, das festas no Triplex. Tenho saudades do sofa da Uitta. Da Mana e da Luna. Tenho saudades das conversas ao jantar depois de uma garrafa e meia de alentejano bebida!!! Tenho saudades da minha cama!!!

11.11.04

Surya doing a thai massage course in Bangkok. Off line until Sunday.

This girl kills me!!!

Bangkok ou o caos no estado puro.
Demoro uma hora e meia a chegar a Wat Po que e' ao mesmo tempo o templo que alberga o gigante buda deitado (http://photos.travelog.org/view/71/) e onde se situa a escola de massagem tradicional tailandesa (http://www.watpomassage.com). O curso e' de 5 dias, 6 horas por dia. Os alunos sao na maioria tailandeses, japoneses, alguns franceses...
A minha parceira de curso e' tailandesa e esta gravida de 3 meses. Aprendemos as tecnicas, regras e sequencias basicas nos dois primeiros dias e depois basicamente foi... praticar (fica ja feito o aviso a navegacao: nao ha necessidade dos vossos corpos gentilmente cedidos como cobaias, o periodo de treino esta incluido no curso! Estou apta a cobrar!!! Eh eh!)
Em todo o caso, e' esta sorridente e simpatica parceira de curso que me mata, que exerce sobre os seus polegares em mim todo o peso do seu corpo gravido! Sim, massagem tailandesa pode DOER! Chego ao fim do dia como se tivesse corrido uma maratona!
Em dois dos dias poupei-me ao stress de regressar a casa. Quedei-me por alguma guest house barata de KohSan Road, vagueei por entre os vendedores ou simplesmente sentei-me algures a observar ao fauna de back packers que constantemente desfila por aquelas ruas: as rastas, as saias do JJ market, as t-shirts a dizer "same same but different", freaks fininhos de cabelo rapado, raparigas com roupas pequenas de mais, gente com um brilho nos olhos a sentir-se finalmente bem no papel de hippie. Same same...
Depois a Wei chega e vamos beber GinTonics.

Domingo a noite regresso ao campus feliz porque o curso acabou e porque posso respirar ar puro quando vejo varandas, imensas varandas enfeitadas com velas acesas e luzes de Natal...
A calma, o barulho dos insectos, as arvores e luzes de velas por todo lado! Pareceu-me lindo, tao lindo! E eu sem perceber porque.
Afinal e' a comunidade indiana a festejar o Dewali ou a festa das luzes. Celebram o regresso de Rei Rama de Ayodhya onde esteve exilado 14 anos... entre outras versoes !http://www.reachgujarat.com/diwali.htm

7.11.04

Em que parte da espiral de pensamentos que se afunda de mim para mim esta o medo? Ou o presente? Ou o incerto?
Em que parte a insatisfacao?

Em que parte da memoria esta a tarde a morrer e o sol a esvair-se em laranja?
Em que parte eu... as garcas a regressar a casa... insectos de lusco-fusco...
o tempo a correr pastoso em direccao a noite...

Que ecos permanecerao das vozes... Que tracos dos rostos...
Dos seroes em que amo... cada minuto... cada centimetro dos vossos gestos... em que o meu espaco somos nos a rir...
Que faco do mundo que toquei atraves deles?!...
O que faco do que me enche sem haver espaco em mim!

Na espiral de pensamentos que se afunda de mim para mim ha corpos entrelacados em edredons de cetim e almas a vaguear la fora sem nunca se encontrarem.
Ha corpos que nao se tocam e almas que sao a mesma.
Ha corpos que dancam, querem dancar o mundo e morrem de exaustao...
E almas escritas com pontos de interrogacao...
das coisas que se veem
das coisas que se tocam e se sentem
das coisas que se gritam e se esvaem em fumo
E que sao grandes de mais para mim...

Em que parte da memoria o sabor da viagem sem rumo...
em que parte o ser-se do nada...

Nao sei onde perdi as pedrinhas que indicavam o caminho de volta!!!