
To my "family" from Thailand: what a nice surprise to read Tangui's texts... Can't figure it out what exactly happened to me in the story... hours in lethargy, static, listening to the waves? Did I go crazy? Are you gonna kill me next chapter, Tangui-Bob? Well, it's nice to think that altough spread all over the world, there's something left from us... goog feelings, a crazy story, the hope to meet again!
Miss you all!
Bunny
22.5.05
New chapter!
18.5.05
25 years ago Joy Division ended...
"Instincts that can still betray us,
A journey that leads to the sun,
Soulless and bent on destruction,
A struggle between right and wrong.
You take my place in the showdown,
I'll observe with a pitiful eye,
I'd humbly ask for forgiveness,
A request well beyond you and I.
Heart and soul, one will burn.
Heart and soul, one will burn.
An abyss that laughs at creation,
A circus complete with all fools,
Foundations that lasted the ages,
Then ripped apart at their roots.
Beyond all this good is the terror,
The grip of a mercenary hand,
When savagery turns all good reason,
There's no turning back, no last stand.
Heart and soul, one will burn.
Heart and soul, one will burn.
Existence well what does it matter?
I exist on the best terms I can.
The past is now part of my future,
The present is well out of hand.
The present is well out of hand.
Heart and soul, one will burn.
One will burn, one will burn.
Heart and soul, one will burn"
10.5.05
Home is a state of mind

7 pm, I wrote my name and gave them a check.
The women told me that was supposed to be an important moment for me... Was it? I'm too numb.
I'd love to have a tent and live everywhere, but I believe that would be too tiring ;) So I bought a house! ... Would love to buy a huge one in which all my friends could fit, but that would be too expensive!
So it's a small one, there's a fire place and plenty of room to dance and roll in the floor. Gunda can finally come and paint the walls, maybe not the giant Buddha from the story but perhaps giant words whispered by a poet friend of mine ;)
Lemme think about a girl and a boy happily going, laying down naked on the floor, laughing and splitting red wine in the new carpet; talking about new jobs and dogs; late chats and cats; kids and fried ribs; bubbling baths on candle light; tight hugs; pillow fights; electricity bills...
Why am I so sad?
Wondering what tomorrow brings, the two still laying down, this time in the sofa, staring at ach other. I can't see.
Do you really care?
How much?
Do you really like me?
How?
We don't have a balcony. But we have windows opening to let us fly.
3.5.05
Silent walk

Tira os sapatos se quiseres
...
Caminha calado, sozinho, contigo
...
Quando regressares verás que respiraste o mar
...
(fim de semana na Murtinheira)
Sugar and spice
To Wei:
"Little girls are sometimes sugar,
sometimes spice,
but always nice."
Miss you!
21.4.05
Desfecho
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte.)
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia."
M.T.
7.4.05
Trips to my dark side

Tens de ter paciência comigo...
Às vezes a minha alma é sugada para dentro de um buraco negro e o corpo fica inerte por aí
É nessa altura que os olhos fixam o vazio e que tu queres saber o que penso
Olhas-me com olhos preocupados e eu respondo
...nada
E é... Um nada pesado, uma pedra atirada ao mar e a viagem até aos fundos.
Depois volto rápido como o instante duma gargalhada...
Passo a mão na tua pele, estás tão quente...
5.4.05
Where's my place on you?
Não te encontro! Onde estás?
Porque é que te desvias de mim ao mesmo tempo que ocupas o meu espaço e exiges o meu corpo mesmo quando estás ausente?
29.3.05
Hearth is spinning faster!

A dada altura as coisas acontecem mais depressa ou sou eu a dar passadas mais largas e distraídas?
Reparo que não escrevo as coisas que passam e fico com aquela estranha sensação de que foram levadas numa corrente sem que as tivesse ancorado à minha memória... Perdidas? Será que preciso de um registo da minha vida para me lembrar dela? Ou é só o medo de esquecer?
Regressei há 3 meses, pouco antes do terramoto, hoje houve outro e tornei a arrepiar-me... Ao mesmo tempo acabei o meu álbum de fotografias do ano 2004, passado quase todo na Tailândia. É
tão diferente do de 2003... Este não tem paisagens... tem pessoas, caras, sorrisos, gargalhadas, rostos e abraços, olhares, tem lapsos de tempo demasiado emocionais para que um dia não venham a doer, tem uma operação cirúrgica ao interior de mim, executada em câmara lenta de Fevereiro a Dezembro. Pareço uma sobrevivente ao desfolhá-lo, porque não há quem tivesse estado lá e que o consiga ver para além da imagem... Tenho saudades.(estamos aninhados no sofá e penso que gostava que tivesses vivido tudo isto comigo... porque isto sou eu e a minha vontade é que conheças cada milímetro daquilo que sou).
Há também uma folha imaginária neste álbum... na curta vinda a Portugal, entre Agosto e Outubro. Uma fotografia imaginária de gente na praia, sarons de cores amenas misturadas com o azul do mar... Uma fotografia de palavras, conversas sobre viagens, frases distantes e cheiro a café... Está lá no meio do álbum, invisível e tão intensamente presente!
(e depois ficaste lá sem que eu me desse conta, como uma semente para germinar...)

Depois aprendi que é bom viver contos de fadas e histórias de encantar... mas que é infinitamente melhor quando elas viram realidade (tão bom como receber um vestido de noite vermelho e passar uma noite num hotel de luxo é receber um pijama de flanela e fazer um serão de chá e TV). Que a vida não precisa de ser mais complicada do que aquilo que é!
Há alturas em que nada muda, tudo permanece, dia após dia, incluindo nós próprios... incluindo o que nos entedia em nós... que também permanece, incluindo o que mais do que tudo na vida queremos que seja diferente...que também permanece... cada vez com mais insistência... e cada vez mais permanente... e impertinente... e permanente... e impertinente... e permanente... e impertinentemente permanente.
E de repente já não é.
E de repente tudo acontece... sem que nos tenhamos apercebido onde, no caminho é que mudámos de sentido!!
... e se calhar nem mudámos de sentido, olhámos apenas numa direcção diferente.
(... acho que foi de olhos vendados que olhámos... tirámos as vendas abrimos os olhos e sentimos.... olho sem poder acreditar. Sento-me no tapete vermelho, o fumo solta-se dos meus dedos e sobe não sei onde vai. Quero que isto nunca acabe!)
8.3.05
Encontros do umbigo ou os abraços em raíz

As pessoas procuram-se porque normalmente não se têm
As pessoas extasiam-se com a dança porque normalmente não dançam
Não dizem amo-te! ou odeio-te!... vivem as emoções pela metade
Evitam chorar ou rir descabidamente para não dar muito nas vistas?
Não insistem nos sins ou nos nãos porque desistem dos pontos de vista...
Não dão abraços de-mo-ra-dos com medo de se tocarem!!
Fizemos tudo isso demorada e exageradamente, dançamos até à exaustão e nunca mais fomos os mesmos!
Obrigada Biguitos!
Encontrei-vos!
Encontrei-te!
23.2.05
I can't touch everything
Tenho pensado em quão belo é o mundo
e não consigo deixar de ficar triste...
22.2.05
18.2.05
Meditation
I just loved this photo from Zen Buddhist teacher Thây Thich Nhat Hanh's trip to his native Vietnam. So I posted it.
16.2.05
Protect me

Se vir tudo de longe...
Se me chegarem apenas as imagens distorcidas pelo vidro tosco...
Estarei protegida?
15.2.05
Lembras-me

Os olhos que me viram, onde estão?
Às vezes passa por mim um vento quente,
olho para trás e leva a minha alma com ele.
...
Demora dias a regressar...
27.1.05
You are so special
Returning to you I saw...
Um vento enorme e gelado a levar o riso pelo mar fora. Um vento a transportar-nos para lá!
I have been dissolved and shaken... agora perdi a memória e a cronologia das coisas!
Dissolved... shaken... Foi quando aquele barco nas ondas quentes, cheio de meninas a rir?
Foi quando... jogos de fogo, os olhares tropeçaram?
O barco partiu.
Runnig madly... as if Time were there...
Time was there...
Time was there for moments...
Ruas de Bangkok que nos perseguiram: eramos nós imóveis e tudo a girar mais além ou nós imóveis cheios de frio e calor ou nós imóveis a tentar imaginar como acontece um lugar e um segundo assim?
What? Before you reach the morning? (Or the end of the poem is clear? Or love safe in the walled city?)
(Morning was smooth, My body floats in the swiming pool, I turn down, open my eyes under water and see in the bottom dancing shadows of dead leaves, shadows of my arms and legs, shadows of a dancing me)
All of myself and do not move.
I, the pursued, who madly ran,
Stand still, stand still, and stop the sun!
Regresso do mundo, durmo um sono pesado, tento encontrar de novo aqueles caminhos, mas está tudo diferente!! Ainda tenho o ramo das tulipas brancas. Anda sempre comigo.
Regresso do mundo, há coisas transparentes que atravesso com o olhar, há coisas que não saem em palavras (as pessoas queixam-se que não escrevo), perco-me na minha casa. Ainda tenho o ramo comigo.
Não interessa onde vou.
Durmo um sono pesado sem saber o que se passa nos meus sonhos e choro para mim...
Hoje acordo, não quero abrir os olhos, acordo sem querer acordar. Sento-me na cama e espreguiço-me e vejo sem preceber... o ramo desfez-se... a minha colcha vermelha está cheia de pétalas brancas.
(...)
Levanto-me e abro as janelas, o céu está obscenamente azul.
Nada está diferente...
(Sorry Mark, for messing up your poem...)
26.1.05
Now I Become Myself
Time, many years and places,
I have been dissolved and shaken,
Worn other people's faces,
Run madly, as if Time were there,
Terribly old, crying a warning,
"Hurry, you will be dead before--"
(What? Before you reach the morning?
Or the end of the poem is clear?
Or love safe in the walled city?)
Now to stand still, to be here,
Feel my own weight and density!
Now there is time and Time is young.
O, in this single hour I live
All of myself and do not move.
I, the pursued, who madly ran,
Stand still, stand still, and stop the sun!
- May Sarton, from "Now I Become Myself"
17.1.05
After heavy rain. . .
Travel far enough into sorrow, tears turn into sighing;
When after heavy rain, the storm clouds disperse,
Is it not that they've wept themselves clear to the end?
15.1.05
You are so...
Não me lembro da tua cara ou da tua voz...
Mas lembro-me da viagem que fiz dentro dos teus olhos
I feel like staying there...
Diving on you
I feel like staying ...
no time, no space, no cold... no noise...
Why do I feel so... well?...
...Quando me vires não me perguntes nada, olha-me só.
